Podemos perceber que cada um deu continuidade a vida, independente do outro. Ninguém morreu. Ninguém surtou. Ninguém desmoronou. Muito pelo contrário... Cada um foi feliz de outras maneiras, com outras pessoas e sem a necessidade da presença do outro.
Tivemos sim, momentos onde a lembrança vinha de forma mais marcante. Onde embora encontrássemos vários sorrisos, abraços, 'beijos', vozes, companhias, ''aquela presença'', embora imaginária, se fez presente na ausência. Eu poderia me apaixonar por você de novo. Assim como todas as vezes que eu me apaixonei nesses meses. Apesar de todas as vezes que eu tentei te detestar, a razão não conseguiu vencer o coração. E até nas vezes que você não mereceu tanto amor. Mas dessa vez eu não quis. Eu não fiz o menor esforço para evitar que sua lembrança fosse apagada de minha mente, e todos os momentos que vivi ao seu lado fossem esquecidos... Eu apenas dei continuidade a vida. Da maneira que você me ensinou: Livre. Tudo que senti, vivi, compartilhei esses dias, eram apenas emoções minhas. E em nenhum momento eu quis que você estivesse nelas. Egoísmo? Não! Raiva? Não! Apenas necessidade de expurgar de minha pele, da minha vida, tanta presença tua. De vez em quando doía. Doía a lembrança, a vontade de sentir novamente o toque, o cheiro da tua pele, a intensidade voraz do teu beijo, de sentir você. De sentir todas as sensações prazerosas que só vinham através de você. E por isso, tentei encontrar em outras pessoas, em outros olhares, sensações ao menos parecidas, já que nunca encontraria iguais. Pele nunca foi TUDO para mim. Essencial era a cumplicidade, a confiança, o fato de contar contigo para tudo, e poder ser tudo para ti, ao menos em alguns momentos. Talvez eu tenha sentido falta disso. De sentir que era indispensável para você. Que era importante. E que você sentiria necessidade de mim, se eu partisse... Insegurança foi sim, o meu maior problema. Eu não gostava de te sentir tão solto. Tão livre. Tão autônomo de sim. Queria sim que tivesse sua independência, que saciasse suas vontades, mas que às vezes também, eu pudesse opinar nessas decisões. Faltou diálogo entre nós. Conversas tinhamos o tempo todo. Mas nenhum chegou no outro e indagou aspectos dessa relação. Tem gente que já nasce para ser importante na nossa vida de QUALQUER forma. Penso que isso é outra verdade entre nós.a gente tentou, mas não dá certo. Eu constatei isso esses dias. Seria infinita a lista de tudo que percebi nesse tempo. Das 'furadas'. Dos 'bolos'. Das recusas. Das vezes que me fez chorar. Das brincadeiras sem graça. Das crises de cíumes que involuntariamente me despertou. Das 'provocações' intencionais. De tudo o que não me fez bem. Mas seria egoísmo não reconhecer... Os sorrisos que me arrancou. As noites em claro, e as conversas que me faziam tanto bem quanto os raros beijos trocados. Os passeios que por menos diversão que tivessem, eram os mais satisfatórios da minha vida, onde somente a sua companhia me bastava. Sua presença em minha vida... O que sempre foi o mais importante para mim! Às vezes acho que a vida é injusta. Deus, destino, escolhas, atitudes, sei lá... Podiam simplificar as coisas, e as pessoas serem felizes e ponto. Já temos tanto a nos preocupar. Trabalho, estudo, dinheiro, saúde... Pelo menos o AMOR, Deus poderia nos dá a certeza: É esse (a) e pronto! Pode ficar quietinha (o), que independente do que aconteça, 'será os dois até o final'! Mas... Como as coisas não são TÃO simples, e temos uma vida acontecendo, e correndo, além de pessoas entrando e saindo dela a todo instante. Hoje só posso dizer, que mesmo que a gente não dê certo, aliás, não dê MAIS ou TÃO certo, tu serás para sempre meu. Meu amigo. Meu amor. Meu príncipe encantado, nesse mundo tão cheio de realidade, tão carente de magia, que ainda assim não me faz deixar de acreditar no sentimento mais precioso do mundo: O amor. Mesmo que o AMOR dessa maneira, não nos seja permitido, e que a distância nos separe das duas formas... Eu te amo. Talvez para sempre.!
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